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Pedras de tropeço: intervenções urbanas para recordar as vítimas do nazismo

Não nego que um dos cantinhos que mais curto em Roma é o Gueto Judaico. Apesar sua história de segregação, dor e sofrimento, o Gueto exula positivismo.

Mas foi caminhando pelas suas ruelas, que um dia dei de cara com umas plaquinhas (ou seriam tijolinhos?) dourados, com o nome de cidadãos judeus deportados para Auschwitz.

Imediatamente pensei que fosse uma homenagem local, ou talvez particular de uma determinada família, mas alguns meses depois descobri outras plaquinhas douradas espalhadas por vários bairros da cidade.

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Essas três plaquinhas estão na Via Arenula em frente ao número 53. A Via Arenula é uma avenida que divide o Gueto Judaico do Campo de’ Fiori.

Logo percebi que não era uma coincidência, nem casos isolados, mas se trata de um projeto europeu para recordar as vítimas dos campos de concentração nazistas.

As placas douradas se chamam pedras de tropeço e geralmente são colocadas na porta da casa de onde os judeus foram arrancados com violência para um destino cruel. Em italiano pietre d’inciampo e em alemão stolpersteine. Poderíamos defini-las como intervenções urbanas para recordar as vítimas do Nazismo.

O projeto é uma ideia do artista alemão Gunter Demnig e iniciou em 1995 e, segundo a Wikipedia, até 2015 haviam sido colocadas 50.000 pedras. A número 50.000 foi colocada em Turim, no norte da Itália. O trabalho de Demning começou dedicando-se aos ciganos deportados, categoria que raramente é recordada quando se fala de deportação aos campos de concentração.

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2000 policiais militares foram deportados para os campos de concentração, porque os oficiais da S.S. temiam que a polícia italiana se opusesse à operação pente-fino no Gueto Judaico. Essa placa se encontra na Via Dalla Chiesa 3 (no bairro Prati, mas bem perto do Vaticano). Crédito: chieracostui

Na Itália a grande maioria dos deportados eram cidadãos judeus, mas também havia opositores políticos, romas e sintis (ciganos) e homossexuais.

Em Roma, na madrugada do dia 16 de outubro de 1943, mais de 2000 cidadãos foram deportados das suas casas, principalmente no Gueto Judaico. Uma lembrança tristérrima.

Hoje em dia são os próprios parentes das vítimas a pedirem que as pedras de tropeço sejam colocadas na frente dos prédios. Mas já houve polêmicas e até pedras arrancadas por moradores que não desejavam que o imóvel ficasse “marcado” por uma memória triste e dolorosa.

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Essas duas foram fotografadas na Via della Reginella em frente ao número 19, no coração do Gueto Judaico

Na Itália o projeto tem forte apoio das comunidades judaicas.

O site italiano Arte in Memoria possui um mapa super atualizado com todas as pedras instaladas na Itália. Para consultá-lo, clique aqui.

As duas plaquinhas na imagem destacada foram fotografadas no Campo de’ Fiori, na Via dei Giubbonari em frente ao número 29 (se não me falha a memória!).

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2 thoughts on “Pedras de tropeço: intervenções urbanas para recordar as vítimas do nazismo

  1. Lu, realmente uma maneira bem bonita de lembrar destes tristes eventos. Aqui tem muitas placas, em locais onde houve fuzilamento de membros da Resistência, onde pessoas foram deportadas e nas escolas sempre tem uma dizendo que ali estudavam crianças que foram para os campos de concentração… A gente não pode mesmo esquecer! Adorei mesmo seu post e se puder dar uma sugestão: escreva mais sobre a Segunda Guerra aí em Roma… Um beijão

    1. Renatinha, obrigada pelo comentário.
      Há algum tempo venho tirando fotos e vou, sim, fazer um post sobre as memórias de guerra.
      Não podemos esquecer. Jamais!
      Beijos,
      Lu

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