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Por que a Guarda do Vaticano é suíça?

A Guarda Suiça Pontifícia, nome oficial da guarda suíça, ou “guarda do papa” deve ser a guarda mais fotografada do mundo. Afinal, todos aqueles que saem da Basílica de São Pedro acabam fotografando os guardas vestidos a rigor, no seu uniforme colorido.

Mas você sabe por que a Guarda do Vaticano é suíça?

Tudo começa com um ditado: “morto un papa se ne fa un altro” (tradução livre: morto um papa, se elege um outro), mais ou menos o correspondente do nosso “rei morto, rei posto”.

Muitos eram os motivos para desejar o poder de um papa, assim como muitos eram os motivos para desejar estar no lugar de um monarca. Entre complôs, destituições, e mortes (nem sempre por causas naturais), um papa tinha que zelar pela sua segurança.

A história do papado teve papas realmente odiados pelos seus “súditos”, como também pelo clero. Um exemplo foi Papa Alessandro VI, ou papa Borja, pai da famosa Lucrécia Borja.

Quando seu sucessor foi eleito, mandou construir novos aposentos, porque só a ideia de dormir no mesmo quarto de Borja, lhe dava calafrios.

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No início eram mercenários…

Os primeiros guardas suíços eram mercenários. Sim, mercenários! Em 1506 Papa Júlio II (o mesmo que encomendou o Moisés a Michelangelo e que mandou construir a Via Giulia, que naquela época era a rua mais comprida de Roma, com 1 km de extensão), resolveu confiar a sua segurança a um exército de mercenários suíços.

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Fonte: Wikiwand. Licença Creative Commons CC BY-SA 4.0

Na história das grandes monarquias era muito normal que um rei contratasse mercenários estrangeiros, tanto para aumentar o contingente do seu exército, quanto em situações em que não confiava mais no exército que o servia.

Na verdade, não era a primeira vez que um papa utilizava serviços de mercenários suíços, mas Papa Júlio II tinha mesmo a intenção de formar um exército. Por isso em 22 de janeiro de 1506, 150 soldados entraram em Roma, passando pela Porta del Popolo, na Piazza del Popolo, em direção ao Vaticano.

De mercenários a guarda da mais alta estima e confiança

A guarda suíça não só defendia os papas, como também participou de batalhas, principalmente, em defesa do Vaticano.

Mas seu status quo de guarda mercenária a corpo militar altamente estimado se deu em 1527. Naquele ano o imperador Carlos V tentou dominar Roma e destituir o poder papalino. De 189 guardas, somente 42 sobreviveram à batalha para proteger a vida do Papa Clemente VII.

Esses 42 foram justamente aqueles que escoltaram o papa até a fortaleza do Castelo Sant’Angelo, passando pelo Passetto di Borgo, o “corredor secreto e fortificado” que liga o castelo à Piazza San Pietro.

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Ao fim da batalha, foram contratados mercenários espanhóis, e dos 42, trinta desertaram e somente 12 suíços permaneceram como guarda do papa.

Mas ter dado a vida pelo pontífice, apesar de mercenários, fez com que a guarda suíça ganhasse estima e confiança. O seu moto em latim é “Acriter et Fideliter”, ou seja, “Com Coragem e Fidelidade”

Assim, com o tempo, os mercenários espanhóis foram pouco a pouco substituídos por novos guardas suíços. Em tempos de paz, decidiu-se definitivamente por ter 100 guardas para fazer a segurança do papa, além de seis oficiais e um comandante.

Quando em 1929 o Vaticano virou um Estado, a guarda suíça virou o exército oficial do Vaticano. Durante a segunda guerra mundial o contingente chegou a ter 300 soldados, para garantir não somente a segurança no novo Estado, como também acudir a população civil que buscava refúgio nas dependências do Vaticano.

Atualmente a guarda suíça é composta de 6 oficiais, 26 suboficiais e 78 soldados, segundo a Wikipedia.

Para conhecer mais sobre a guarda suíça, você pode visitar o site oficial em http://www.guardiasvizzera.va/content/guardiasvizzera/it.html e também a página no Facebook, com muitas fotos do corpo militar e do dia a dia dentro e fora do Vaticano: https://www.facebook.com/gsp1506

Imagem destacada: Site do Vaticano

Outras curiosidades sobre Roma:

 


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