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Mapa da Europa: a Evolução da Cartografia Europeia

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Estudar o Mapa da Europa, e a sua constante evolução ao longo de milênios, não é uma das tarefas mais fáceis.

Para chegar à conformação que temos hoje, o continente passou por mudanças drásticas e radicais desde o início da conquista romana, afinal, foi nessa época que houve a primeira, mas rudimentar (se comparada ao dias atuais) ideia de um único continente.

Pensando nos tempos modernos, quando se estuda o Mapa Europeu, a maioria das referências atuais são o mapa da Europa depois da primeira guerra mundial, o mapa da Europa depois da segunda guerra mundial, e os países da União Europeia após 2011.

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Mais recentemente, o mapa da União Europeia teve uma baixa: após 1 de Janeiro de 2021, com o Brexit, o Reino Unido se divorciou do Mercado Comum Europeu.

Tendo o continente europeu passado por tantas transformações, quando estuda-se o mapa da Europa, podemos dividi-lo em algumas subcategorias como: mapa linguístico, mapa dos países da europa ocidental, mapa dos países da europa oriental, por vez ainda cita-se o mapa dos países da europa central, do norte e do sul.

Compreender o Mapa da Europa: os confins do continente europeu

Me lembro nas minhas aulas de geografia, quando meu professor apresentou-nos o conceito de Eurásia. Mas para isso temos que lembrar do conceito de continente.

O que é um continente? O continente é uma massa de terra cercada por água.

Se nos baseássemos nesse conceito puramente geográfico, a Europa não existiria como continente, porque a sua massa de terra é a mesma que forma a Ásia e vice-versa. Por isso, em geografia cunhou-se o termo Eurásia para determinar a massa única compartilhada pelos dois continentes.

Porém, existem outras diferenças muito maiores que vão além das suas características geográficas, a dizer, os critérios culturais, linguísticos, políticos, religiosos e históricos.

Tabula Militaris Itineraria: mapa da Europa à época do Império Romano

O conceito de Europa não nasceu de um dia para o outro. A Europa começou a ser forjada graças à expansão de Roma à época da República e, mais consistentemente, à época do Império Romano.

A Tabula Militaris Itineraria, também conhecida como Tabula Picta, é o mais antigo mapa de viagem elaborado durante o império romano, mais tardar no séc 4 d.C.

Foi a primeira vez que foram traçadas as principais estradas do império romano.

Esse mapa antigo foi reproduzido na Idade Média, e é graças a essa cópia que o mapa da europa romana chegou até nós.

Também chamado de Tabula Peutingeriana, ele é constituído por onze folhas de pergaminho, as quais somam 6,80m de altura e 35m de comprimento. Atualmente o documento faz parte do acervo da Biblioteca Nacional da Áustria.

Esse mapa faz parte da Lista das Memórias do Mundo Unesco.

Queda do Império Romano e Mapa da Europa na Idade Média

Como a queda do império romano do ocidente, o poder se deslocou do mediterrâneo (nesse caso Roma) para a Europa centro-setentrional.

Com o fim do poder centralizador de Roma, o continente europeu testemunhará a fragmentação política e o surgir de vários reinos locais.

Com o advento do cristianismo, muitos mapas representam a terra e também o paraíso celeste. Ainda não existia o cartógrafo profissional, e como a educação passava pelos mosteiros e conventos, os redatores de mapas da europa na idade média eram os religiosos: monges, os quais, na sua maioria, criavam mapas que incluíam novos conceitos religiosos.

Um exemplo, eram os mapas mundi que consideravam Jerusalém como o centro do mundo, porque lá tinha nascido Cristo, ou ainda que representavam somente ou quase exclusivamente a terra e não a água, visto que os seres humanos viviam na terra.

Outra curiosidade é que muitos dos mapas europeus da Idade Média também representatam o mar como um lugar habitado por monstros marinhos.

Por volta do ano 1000 já teremos a formação das monarquias nacionais e, consequentemente, dos estados nacionais, o que transformará progressivamente a cartografia europea.

Um mapa do séc. 16, pintado no Palazzo Farnese (cidade de Caprarola)

Mas será defininitivamente com as grandes navegações, a descoberta de novos continentes, e uso de instrumentos como a bússola e o astrolábio, que os mapas ganharão veracidade a partir do século 15.

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Mapa da Europa a partir do século 20 entre as duas guerras

Enquanto ao final da Idade Média e início da Idade Moderna, a Europa ainda passa por algumas transformações territoriais, uma outra grande mudança ocorrerá nos dois conflitos que iniciarão na Europa, mas que envolverão o mundo todo: a primeira e a segunda guerra mundial.

Mapa da Europa antes e depois da primeira guerra mundial

Os dois mapas ilustram a Europa antes e depois da primeira guerra mundial. Fazendo uma comparação entre eles, vemos que no início do século 20, grande parte do continente europeu era caracterizado com uma “herança” (pelo menos terminológica”) do império romano, uma vez que a parte central e a parte oriental do continente europeu era dividido em enormes fatias chamadas impérios: o império germânico, o império austro-húngaro, o império russo, o império otomano.

Mapa da Europa antes da primeira guerra mundial. Crédito: Instituto Italiano Edizioni Atlas

Com o final da primeira guerra mundial, o enorme império austro-hungárico cessou de existir e seu vasto território foi fragmentado em inúmeros estados, alguns dos quais criados ex novo (ex.: Iugoslávia, Tchecoslováquia).

O mesmo aconteceu com o já decadente império otomano. Com o seu fim, nasceu a República Turca. Alguns territórios do oriente médio que antes pertenciam ao império otomano, passaram a fazer parte do domínio da França e Inglaterra.

Mapa da Europa depois da primeira guerra mundial. Crédito: Instituto Italiano Edizioni Atlas

Por fim, o império germânico perdeu parte do seu território para os países vizinhos, enquanto nos territórios que foram cedidos ao império russo, nasceram novos estados (as repúblicas bálticas, a Polônia e a Finlândia).

Mapa da Europa depois da segunda guerra mundial

Nos anos de conflito, que duraram de 1939 a 1945, o mapa da Europa passou por uma constante mudança de acordo com as alianças políticas, invasões da SS e ocupação de territórios, até a contra-ofensiva das forças aliadas e, finalmente, o fim da guerra com o bombardeamento do Japão.

Portanto, seria necessário nesse período de seis anos, analisar a evolução do mapa europeu. O que temos acima é o mapa da Europa ao final do conflito.

Já a partir de 1943, quando o panorama político mostrava uma provável vitória contra as forças de Hitler, iniciaram-se uma série de conferências e acordos entre as maiores potenciais ocidentais e a URSS, a respeito de qual seria o novo asset mundial.

Entre o final de novembro e o início de dezembro de 1943, Churchill, Roosevelt e Stalin se reuniram em Teeran. Sucessivamente houve uma nova conferência na Crimeia (Fevereiro de 1945), outra em Potsdam (Julho e Agosto de 1945) com a presença no novo presidente dos EUA, Truman.

Ao final dos acordos, além da conclusão catastrófica que o mundo havia perdido 50 milhões de pessoas no conflito, nascem duas grandes potências mundiais: de um lado os EUA e do outro lado a Rússia.

Apesar da vitória, da participação nas negociações e do Império Britânico, a Inglaterra fica politicamente para escanteio nessa divisão de poder entre EUA e URSS.

Com o final da segunda guerra mundial, surge em 26 de junho de 1945 a ONU, Organização das Nações Unidas.

Mapa da Europa Atual

Para falar no Mapa da Europa atual, é necessário compreender dois conceitos: a Europa física e a Europa política.

O mapa físico da Europa engloba todos os países que fazem parte do continente europeu, de Portugal até os confins da Rússia.

Já o mapa político da Europa lida com a União Europeia e também com a possível (mas por hora improvável) entrada da Turquia na UE. Em 1957, para contrastar o poder das duas grandes potências mundiais, ou seja, EUA e Rússia, seis países europeus se reuniram em Roma e assinaram um acordo que à época criou o MCE (Mercado Comum Europeu).

O Tratado foi assinado dentro de um dos salões nobre do Palazzo dei Conservatori (complexo dos Museus Capitolinos), em Roma, e os países signatários eram: França, Alemanha, Itália, Holanda, Bélgica e Luxemburgo.

Em 1991, o Tratado de Roma foi substituído pelo Tratado de Maastricht, que o reafirmou e ampliou.

Com um referendo (Brexit) realizado em 2016 e após quatro anos de negociações, o Reino Unido saiu da União Europeia.

Portanto, em 01 de janeiro de 2021 os países da UE são: Itália, Áustria, Bélgica, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Finlândia, Alemanha, Chipre, Grécia, Hungria, Islândia, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Holanda, Polônia, Portugal, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Suécia, Irlanda e Bulgária.

Desses países, alguns não aderiram ao Euro como moeda comum: Bulgária, Croácia, República Tcheca, Hungria, Polônia, Romênia e Suécia.

Mapa da Europa Ocidental

Europa Ocidental é um conceito sócio-político que nasceu após a segunda guerra mundial.

Indicava os países liberados pela aliança ocidental (EUA, Inglaterra e Canadá), Itália e República Federal Alemã (parte da Alemanha sob ocupação inglesa, francesa e estadunidense).

Após o desmembramento da URSS, queda da cortina de ferro e toda a transformação que passou o fim de muitos regimes comunistas, o termo Europa Ocidental, ganhou uma nova acepção: países mais ricos da Europa (ou países europeus de primeiro mundo).

O mapa da Europa Ocidental inclui:

Reino Unido, Irlanda, Bélgica, Luxemburgo, Holanda, França, Mônaco, Alemanha, Grécia, Chipre, Suíca, Liechtenstein, Áustria, Itália, Espanha, Portugal, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia. Além disso, o território do Vaticano e o principado de Mônaco.

Mapa da Europa Oriental

Obviamente, o conceito de Europa Oriental também nasceu após a segunda guerra mundial.

Englobava tudo o que na época era considerado o “bloco comunista” e que estava sob domínio da URSS.

O mapa da Europa Oriental inclui:

Albânia, Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, República Tcheca, Croácia, Geórgia, Casaquistão, Hungria, Macedônia, Moldávia, Montenegro, Polônia, Romênia, Rússia, Sérbia, Eslováquia, Eslováquia, Ucraina.

Consideremos que alguns Estados não existem mais: Tchecoslováquia, Alemanha Oriental e União Soviética.

Mapa da Europa com países e capitais

Os países e capitais europeus a seguir estão incluídos em dois conceitos de Europa: político e geográfico.

  1. Portugal: Lisboa
  2. Noruega: Oslo
  3. Espanha: Madri
  4. Suécia: Estocolmo
  5. França: Paris
  6. Finlândia: Helsinque
  7. Irlanda: Dublin
  8. Bielorússia: Minsk
  9. Ucraina: Kiev
  10. Bélgica: Bruxelas
  11. Moldávia: Kishinev
  12. Holanda: Amsterdam
  13. Romênia: Bucareste
  14. Luxemburgo: Luxemburgo
  15. Bulgária: Sofia
  16. Alemanha: Berlim
  17. Suíça: Berna
  18. Cipre: Nicosia
  19. Itália: Roma
  20. Grécia: Atenas
  21. Áustria: Viena
  22. Macedônia: Skopje
  23. República Tcheca: Praga
  24. Albânia: Tirana
  25. Eslováquia: Bratislava
  26. Sérbia: Belgrado
  27. Polônia: Varsávia
  28. Montenegro: Podgorica
  29. Lituânia: Vilnius
  30. Bósnia-Herzegovina: Sarajevo
  31. Letônia: Riga
  32. Croácia: Zagreb
  33. Estônia: Tallinn
  34. Eslovênia: Lubliana
  35. Rússia: Moscou
  36. Hungria: Budapeste
  37. Dinamarca: Copenhagen
  38. Islândia: Rejkjavik
  39. Turquia: Ankara (faz parte do Conselho da Europa desde 1949, mas não faz parte da União Europeia)
  40. Armênia: Erevan
  41. Geórgia: Tiblissi
  42. Azerbaijão: Baku
  43. Casaquistão: Nursultan
  44. Liechtenstein: Vaduz
  45. Malta: Valeta
  46. Mônaco: Mônaco
  47. República de São Marino: São Marino
  48. Andorra: Andorra
  49. Vaticano: Vaticano (por ser um Estado Teocrático, não possui representação diplomática na ONU)

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Luciana Rodrigues
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