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Dia do Trabalhador na Itália, o país onde não existe salário mínimo

Dia 1 de Maio é o dia do trabalhador na Itália, assim como em muitos lugares do mundo, inclusive no Brasil.

Junto com a religião, a política e o futebol, o trabalho (ou a falta e a precariedade dele) é um dos assuntos mais discutidos na Itália, país maravilhoso para comer, beber, se divertir, viajar, mas que quando se trata do trabalho, pode deixar muitas pessoas de cabelos em pé.

E das tantas peculiaridades e idiossincrasias desse país, ele é um dos poucos países europeus onde não existe um salário mínimo. Sim! Na Itália não existe salário mínimo mas aquilo que se chama contratos nacionais. Contratos que os sindicatos e cercas categorias profissionais conquistaram com negociações, greves, lutas pelos seus direitos.

Vamos conversar mais profundamente sobre essa “anomalia” italiana…

Além da Itália, atualmente existem pouquíssimos países dentro da Comunidade Europeia a não adotar um salário mínimo: Áustria, Dinamarca, Suécia, Finlândia e Chipre.

Em todos os demais, existem mínimos que variam de 8,50 euros por hora, como na Alemanha e 7,20 por hora no Reino Unido (para trabalhadores acima de 25 anos). O que significa que um cabeleireiro, faxineira, professor, médico, engenheiro ou qualquer profissão, nunca poderá ganhar uma remuneração inferior a esse valor horário. Obviamente sabemos que certas profissões, como advogado, engenheiro, professor universitário, etc. já partem de um patamar muito mais alto e com uma possibilidade de negociação bem mais forte. Portanto, o salário mínimo serve para proteger as categorias mais frágeis ou com menor poder de negociação. Ou aquelas sem representação sindical.

E na Itália? Como as pessoas contratam um salário, se não existe salário mínimo?

Teria que dar uma aula de política e mercado de trabalho, mas basicamente os salários são negociados conforme as categorias de trabalhadores. Operários de fábrica (do aprendiz ao especializadíssimo) se enquadram na categoria dos trabalhadores metalomecânicos, jornalistas, advogados e outras profissões que precisam de uma ordem ou conselho profissional possuem suas tabelas de preços e remuneração mínima, e assim em diante.

A questão fica delicada em alguns tipos de trabalhos como trabalho doméstico, uma recepcionista de uma empresa pequena ou até mesmo um vendedor de loja. Nesse caso a negociação (ou queda de braço) se dá entre o empregador e o empregado.

Em 2015, quando foi criada a Jobs Act (não me perguntem porque um país como a Itália promulga uma lei com nome inglês!), muito se esperava que finalmente fosse introduzido o salário mínimo.

Os primeiros a dizer um alto lá foram os sindicatos, porque argumentaram que muitas categorias já possuem um patamar de salário bem acima dos níveis de salário mínimo europeu. Portanto, E que isso poderia fazer com que os empregadores usassem uma desculpa para abaixar os salários de futuros contratados.

Muita discussão, polêmica, ameaça de greve e tudo acabou em pizza. A Itália continua sem ter um salário mínimo.

Mas falando de Fave e Pecorino…

O que as favas e o queijo de ovelhas tem a ver com o dia do trabalhador na Itália e com o salário mínimo?

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Pecorino romano, que junto com o pecorino sardo e o pecorino de Pienza (cidade da Toscana) são os queijos de ovelha mais famosos da Itália. Em Roma sempre ouve uma tradição milenar de rebanhos de ovelhas e ainda hoje, em cidadezinhas pequenas, ainda existem pastores e criadores que fazem o pecorino e a ricota de ovelha. O Pecorino Romano é um produto bem típico da região Lácio.

Porque são dois produtos que tradicionalmente são consumidos durante a primavera, e virou um símbolo inconsciente do dia primeiro de maio. Assim como no Brasil comemos rabanada no Natal, por aqui existe uma tradição de comer favas com queijo de ovelha no dia primeiro de maio.

Se trata de uma refeição pobre: o produto do campo junto com um produto de tradição milenar, feito por pastores de ovelhas. E em tempos onde o trabalho está cada vez mais escasso, nada como uma refeição rústica para combinar com a condição do trabalhador moderno.

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O “feijão” da fava é comido cru com pedacinhos de queijo pecorino. Melhor ainda se acompanhado de um bom copo de vinho.


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