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Quando uma aula de massa fresca vira o ápice de uma viagem. Aconteceu comigo!

No mês passado quanto estive em Bolonha, não poderia imaginar que uma aula de massa fresca com a Monica, do laboratório e loja artesanal de massas frescas Le Sfogline, seria o ápice da minha viagem.

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Conhecendo bem as delícias gastronômicas da Emilia-Romagna _região de origem da família materna do meu marido_ e, bem acostumada a comer muita massa fresca feitas pelas mammas e nonnas da família, eu já havia intuído que uma aula de massa fresca seria tudo de bom.

A grande surpresa é que a aula foi ótima, e superou muitoooo as minhas expectativas, não só pelo aprendizado, mas pelas risadas, pelo sucesso que o curso fez, e pelo carinho e amizade das minhas professoras, às quais posso chamar de amigas.

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O laboratório e loja Le Sfogline é um lugar mágico, na sua simplicidade e genuinidade. Embaixo dos charmosos pórticos bolonheses e da badalada Via Belvedere (a noite bomba por lá), a Monica e Daniela transformam farinha e ovos em magia: a sfoglia das lasanhas, tortellini, tortelloni, massinhas para comer com um bom caldo de galinha e muito mais.

Sim, somente farinha e ovos fazem esse milagre, porque é só isso que você precisa para fazer uma boa massa fresca com ovos (pasta fresca all’uovo).

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Mentira! Você também vai precisar de bastante “força nos braços” para sovar a massa e, depois, deixá-la fininha, mas ao mesmo tempo porosa.

Mas o que esse curso teve assim de tão especial, para marcar a minha viagem?

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Quando cheguei ao laboratório, foram suficientes apenas 10 minutos de papo para eu me sentir em casa. Sem exagero e sem estratégia de marketing! Admito que saber falar italiano ajudou na socialização, mas elas falam inglês também.

A Daniela (irmã e sócia da Monica) me mostrou as massas que elas fazem, me explicou como as fazem, a sazonalidade dos pratos que elas cozinham (por exemplo: no verão, a causa do calor, quase ninguém como tortellini al brodo, ou seja, os tortellini com caldo de carne ou galinha).

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E além das massas elas também fazem doces maravilhosos! Esse papo legal foi acompanhado pelo vai e vem da Monica, que preparou “o cenário” da nossa aula dentro do Mercato delle Erbe… um mercado de Bolonha, que há uns 3 anos foi reformada e virou um lugar super descoladinho. Junto com as barracas da feira há barzinhos, restôs, floriculturas e tudo com muito charme. Passem por lá!

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Foi muito legal ver a curiosidade e a reação de quem passava por ali, e as risadas que dávamos enquanto tentávamos fechar os tortellini. Até os chefs dos restaurantes dentro do mercado se meteram na aula, queriam trocar receita e… fechar os tortellini virou um ato social e motivos de mais risadas ainda (e um trollando o outro!), porque os primeiros ficaram bem feinhos.

Mas a Monica nos disse que é assim mesmo: é preciso um pouco de treino, mas depois de fechar uns 10, a gente vai pegando o jeito.

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Primeiro chegaram uns turistas e piraram quando viram a Monica “tirando la sfoglia” (esticando a massa). Pediram para tirar fotos e ficaram maravilhados!
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Depois o dono do bar que cedeu lugar ao curso quis tentar aprender também… e um chef saiu da cozinha do restaurante e veio participar da farra!
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Logo em seguida chegaram as baristas e lojistas da floricultura. E o chef ali ao lado… bom… espero que ele não tenha deixado uma panela no fogo, porque parece que o trabalho do outro lado foi deixado de lado. Risos!
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Enfim, os chefs dos restaurantes íam e vinham, e queriam saber se a receita da “nonna deles” era a mesma receita da receita familiar da “nonna da Monica”, e que passou de geração em geração.

Não se preocupe… não precisa ter uma mega experiência culinária para fazer uma aula assim.

Ah! E a massa e o recheio estavam tão gostosos que… comemos os tortellini crus! Um bom tortellino pode ser provado cru, mas, claro, tem que ser artesanal. Nem pensem em comer os dos supermercado crus, hein!

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Olha, se toda aula de culinária fosse assim… o sucesso seria garantido. Virou um ato social.

 

Mas, calma que ainda tem mais…

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No final da aula, quando cada um voltou para o seu canto, a Monica sentou comigo e me deu as receitas, explicou o passo-a-passo para fazer boas tagliatelle com ragu (aquele molho delicioso que é infamemente chamado de molho à bolonhesa no resto do mundo!), para fazer o caldo de carne (são necessárias cerca de 3 horas de cozimento em fogo baixo).

Anotei tudo! Em breve mãos a obra! [marido tá pressionando, risos!]

Encerrando o dia com um gran finale!

Na Via Belvedere, a ruazinha onde fica o laboratório e loja Le Sfogline, a partir das 17h tem um happy hour superrrr animado ao ar livre, com vários barzinhos e restaurantes que colocam mesinhas do lado de fora, com comida e bebida a um bom preço. A Monica e a Daniela perguntaram se eu não queria jantar lá, porque a loja delas participa desse happy hour. Aceitei na hora! E foi assim que… comi uma das melhores lasanhas da minha vida!

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Inclua Bolonha no seu roteiro, já! A cidade vale por si só, mas para mim, que estive lá pela primeira vez em 1996 (tô ficando velha!), custo a acreditar que levei simplesmente quase 20 anos para viver uma experiência assim tão es-pe-ta-cu-lar. E é um programa que aconselho de coração. Foi fantástico.

Obrigada, Monica e Daniela. Vocês são demais!

Le Sfogline

Via Belvedere 7 – Telefone: 051/220558

email: sfoglinebo@gmail.com

As aulas podem ser ministradas em italiano e em inglês. Mas você também pode passar lá para comprar algo pronto.

O site da Monica Venturi, junto com aquele de vários artesãos italianos, é um luxo. Cliquem aqui.

Elas são consideradas TOP em Bolonha e até a BBC gravou um documentário com elas, sobre o verdadeiro ragu bolonhês. Vejam aqui.

 

A minha viagem pela Emilia Romagna foi realizada dentro do BlogVille, um blog tour cujo lema é “eat, feel and live like a local in Italy”. Da minha parte há plena transparência em contar as minhas experiências reais, além de completa liberdade editorial. Meu agradecimento ao Bologna Welcome, o escritório de turismo de Bolonha, que me proporcionou esse momento priceless! Emilia Romagna rocks!


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