You are here
Home > Outros Destinos > Campania > Passeio de um dia em Pompeia e suas ruínas milenares

Passeio de um dia em Pompeia e suas ruínas milenares

Um dos melhores presentes que você pode dar a si mesmo(a), durante uma viagem à Itália, é se conceder um passeio de um dia em Pompeia, e, quem sabe, depois visitar o Museu Arqueológico de Nápoles. O museu conserva os objetos, além dos afrescos, estátuas e mosaicos das casas de Pompeia, e também das outras áreas destruídas pelo Vesúvio, a dizer: Herculano, Boscoreale, Oplontis e Stabia.

Decidi aproveitar uma ensolarada manhã de um domingo invernal para bater pernas, durante 5 horas, em Pompeia. Minha experiência anterior (há cerca de dez anos) tinha sido em um dia primaveril e quente de fins de Maio, da qual só me lembro o terrível calor que comecei a sentir lá pelos meados da caminhada.

Um dia de inverno em Pompeia. Mês de Janeiro e olhem a cor desse céu! Pompeia quase sempre nos recepciona assim!

Um dia em Pompeia: dicas práticas, informações e elucubrações

  • Minha viagem começou em Roma, fazendo baldeação em Nápoles. Peguei o trem em Roma às 7:35, cheguei em Nápoles às 8:45, embarquei no trem para Pompeia às 9:10 e cheguei lá às 9:45 mais ou menos.
  • Chegar em Pompeia é fácil e os trens deixam a poucos metros das entradas. Os trens em direção a Sorrento são os que deixam mais perto, na entrada Porta Marina.
  • Pompeia exige muita vontade de caminhar e absolutamente calçados confortáveis. Boa parte da pavimentação ainda é da época dos antigos romanos: o basolato: paralelepípedos construídos com a basola, uma pedra de origem vulcânica ou calcária, que é um tantinho escorregadia.
  • No meio das escavações há banheiros públicos e algumas bicas de água, mas, a única lanchonete está logo na entrada, imediatamente depois do fórum civil. Leve alguma coisinha para comer na bolsa, e também uma garrafinha de água.
  • O passeio todo é predominantemente ao ar livre, exceto quando entramos em alguns ambientes que são cobertos. Nas estações mais quentes leve um chapéu, óculos e um protetor solar.
  • Na entrada é dado um mapa: ele é fundamental para você entender onde está e para onde ir, ou, onde há coisas interessantes para ver. Ademais, o mapa diz quais são as atrações mais importantes de cada lote no qual Pompeia foi dividida. Considere alugar o áudio-guia para entender o que está vendo. Ele está disponível em Português.

Breve história de Pompeia

O mais fascinante de Pompeia é poder testemunhar com nossos olhos como era a vida em uma antiga cidade. Em 63 d.C. a cidade tinha sofrido um terremoto violentíssimo (assunto e sentimento muito atual ao que passamos com os mais recentes terremotos italianos), muitas casas tinham sido destruídas e muitas nem tinham sido totalmente reformadas.

Por isso, quando os cada vez mais frequentes terremotos antecederam a erupção fatal de 79 d.C., muitos pensaram que seria “só” mais um violento terremoto. Por outro lado, havia passado 1.500 anos antes da última erupção do Vesúvio e, os habitantes de Pompeia nem sabiam o que era um vulcão!

A população da cidade tinha aproximadamente 15.000 habitantes e poucos fugiram, e muitos desses o fizeram tarde demais. Muitos morreram por sufocamento causado pelos gases do vulcão e, na verdade quando os corpos foram carbonizados pela lava, muitos já estavam mortos. Sem contar aqueles que morreram soterrados pelo desabamento dos tetos das suas casas. Nas últimas horas antes da erupção começou uma chuva de pedra-pomes, mais ou menos como uma chuva de granizo, só que no lugar do gelo, as pedras eram de lava vulcânica. Cenário apocalítico!

Entrar nessas casas abandonadas e imaginar a vida de quem vivia ali. Tudo muito sugestivo e esta é a grande magia de Pompeia.

Um dia em Pompeia: meu itinerário

Pompeia é dividida em lotes, com duas “avenidas principais” perpendiculares, a Via dell’Abbondanza e a Via Nola, e várias ruas transversais que cortam a cidade de leste a oeste. Importante saber que uma das atrações mais interessantes está mais afastada desse núcleo: a Vila dos Mistérios (nome dado à estação de trem), por isso reserve umas cinco horas para visitar Pompeia com calma, considerando uma pausa para se alimentar.


Meu itinerário foi o seguinte:

Parte 1: visita aos lotes I, II, III e IX. Rumei de volta para a entrada, em direção ao lote VII, porque lá fica a lanchonete/restaurante. Aliás, achei a comida da lanchonete muito meia-boca. Se trata de uma espécie de “fast food de pizzas” (o que é quase uma heresia na terra das pizzas), algumas saladas, sanduíches e massas, além de coisas tipo: pacotes de batatas fritas, biscoito, etc.

Pausa para lanche (lote VII)

Parte 2: visita os lotes IV, V, VI e a Vila dos Mistérios

Pausa para café e ida ao banheiro (retorno ao lote VII)

Parte 3 (final): visita aos lotes VII e VIII

Deixei para visitar o lote VIII no final porque entrei por ele, e tinha que deixar meu áudio-guia lá. E também porque na saída, além da lojinha do museu, tem um lugarzinho para sentar (e descansar as pernas) enquanto a gente assiste a um documentário em 3D. Simultaneamente à apresentação, há uma maquete que se ilumina para mostrar exatamente onde ficam as construções que são mostradas no telão.

 

Com o mapa em mãos e o áudio-guia fui explorando cada um dos lotes, e o que achei bem legal é que o mapa indica quais são as atrações mais importantes de cada área.


13 coisas que chamaram a minha atenção durante a visita a Pompeia


O onipresente Vesúvio

Uma das primeiras coisas que me chamou a atenção, inclusive quando visitei Pompeia há dez anos, foi poder observar o “culpado de tudo”: o Vesúvio. Podemos avistá-lo de todos os cantos e ângulos de Pompeia e, claro, um dos pensamentos (e perguntas em todos os documentários sobre Pompeia) é: será que isso vai acontecer de novo, ou… Quando isso vai acontecer de novo? Muitos afirmam que é questão de séculos, ou milênios!

Superado o estupor com o vulcão, é a hora de caminhar por uma “antiga conhecida”: a pavimentação romana. Para quem mora em Roma, ou que já visitou cidades romanas algures e alhures, o sistema romano de construir ruas é um velho conhecido. Os grandes paralelepípedos de forma irregular são feitos com grandes placas de pedras vulcânicas ou calcárias que se chamam basolo ou basola. Por isso, esse tipo de pavimentação é conhecido como basolato ou basolato romano. Temos a chance de caminhar pelas mesmas ruas que a população que “sumiu do mapa” em 79 d.C.

Mas há algo de mais instigante e curioso: ainda podemos ver os sulcos e outras deformações causadas pelas rodas das carroças e outros tipos de meios de locomoção usados pelos antigos pompeianos.

Essas pedras enormes, nas esquinas das ruas, eram as faixas de pedestres.
Nas laterais da rua, essa parte mais funda são os sulcos das carroças usadas pelos antigos pompeianos.

As Termas Stabianas

Após uma breve caminhada pela Via dell’Abbondanza, encontram-se as Terme Stabiane. O complexo termal é um dos prédios mais bem conversados de Pompeia, e também um dos poucos que mantém seus tetos intactos.

Como disse anteriormente, antes da erupção do vulcão, muitos tetos desabaram devido à incessante chuva de pedra-pomes. Nas termas também podemos ver antigas decorações: afrescos, mosaicos e tetos com decorações de estuque. As termas também hospedavam um ludus, a academia de treinamento dos gladiadores.

Uma das piscinas de mármore das termas. Observem as finas e delicadas decorações das paredes.

O Lupanare

Lupanare significa prostíbulo. Os prostíbulos podiam funcionar no segundo andar ou nos fundos das tabernas, e ainda em um prédio dedicado exclusivamente a este fim.

As prostitutas e prostitutos geralmente eram escravos.

Esse é o afresco mais inocente. Os demais são bem mais explícitos, viu? Porém os mais “escandalosos” estão no Gabinete Secreto do Museu Arqueológico de Nápoles.

Em cima dos portais dos cubículos, cujas camas são construídas de cimento, há muitos afrescos que retratam várias posições sexuais bem explícitas. Uma espécie de “Kama Sutra de Pompeia”.

Sexo e Erotismo em Pompeia

Se você tiver a chance de visitar o Museu Arqueológico de Nápoles (eu fui! oba!), poderá apreciar aquela que foi chamada de “Gabinete Secreto”. O que é o Gabinete Secreto? Uma sala assim chamada pelos reis napoletanos da dinastia Bourbon, considerada escandalosa e que até mais ou menos 1970 era proibida para menores de idade. Nela se encontra um amplo acervo sexual e erótico de Pompeia e Herculano. Há muitos objetos fálicos. O pênis era um objeto decorativo e muitas pessoas tinham estátuas minúsculas com pênis enormes, bases para incensos em forma de pênis, e até pequenos quadros que eram colocados na porta das casas. Mas os pompeianos eram fissurados em sexo? A explicação não é exatamente essa. Certo que não eram pudicos, como muitos povos antigos pré-cristãos e adoravam a deuses conhecidamente libertinos ou muito ligados ao erotismo, como Baco, Vênus e Pan. Mas na Pompeia Antiga essa “moda decorativa peniana” tinha uma explicação: o pênis era considerado fertilidade e gerador de vida. Então as pessoas usavam os objetos decorativos para atrair boa sorte e prosperidade. Simples assim!


Algumas casas antigas

A Casa dei Vettii

Junto com a Casa del Fauno (um pequeno baco ou sátiro dançante, cuja estátua original está no Museu Arqueológico de Nápoles), a Casa dei Vettii é uma das mais bem conservadas, além de também possuir uma série de paredes afrescadas que se apresentam em ótimo estado.

Os Vettii eram dois irmãos que ficaram muito ricos com o comércio do vinho e cultivações.

O que mais impressiona na casa é que, logo na entrada, se encontra um afresco que ilustra a figura de Príapo, deus da fertilidade, filho de Dionísio e Afrodite. Príapo é representado com um falo enorme e, se ainda não caiu a ficha, foi seu nome que deu origem à palavra priapismo.

Príapo rafigurado em um dos afrescos mais “escandalosos” de Pompeia. Escandaloso para nós, para a mentalidade dos antigos Pompeianos, não!

Os afrescos estão em ótimo estado de conservação e são particularmente bonitos (na minha opinião) aqueles na cor preta que retratam (como quase todos em Pompeia, afinal) motivos e alegorias mitológicos.


Por motivos literários: a Casa do Poeta Trágico

Além de ser uma casa muito rica, o que mais impressiona é o maravilhoso afresco com a frase em latim Cave Canem (Cuidado com o Cachorro). E também uma curiosidade: foi nesta casa que o escritor Edward Bulwer-Lytton ambientou parte do seu romance Os últimos dias de Pompeia, publicado em 1838, e que no Brasil foi publicado pela Ediouro. Eu estava curiosa para vê-la depois que soube da ambientação do livro.

Sinopse do livro pela Ediouro:

É um romance histórico que reconstitui o cotidiano de Pompéia, antes de ser soterrada pelas lavas do vulcão Vesúvio no ano de 79 d. C. Escrito no século XIX, no estilo romântico, faz um grande resgate histórico – os hábitos alimentares, as vestimentas, os aspectos culturais mais complexos, como a diversidade de povos e costumes da cidade e os conflitos entre as crenças religiosas greco-romanas e o cristianismo primitivo. Com personagens envolto em mistério, vivendo os impulsos do amor e do heroísmo, destaca-se o jovem ateniense Glauco. Vítimas dos valores do decadente Império Romano, triunfa moralmente por amor da napolitana Ione, colocando em risco sua vida por causa do malvado egípcio, Arbaces, tutor legal da jovem.

Outras casas e a Villa dei Misteri

Há várias casas fantásticas, com jardins e átrios circundados de colunas e afrescos de uma beleza e  riqueza ímpares. As que mais chamam a atenção são a Casa del Menandro, a Fullonica di Stephanus e a superba Villa dei Misteri.

A Villa dei Misteri fica em um cantinho “além de Pompeia”, ou seja, afastado do núcleo central do sítio arqueológico. Não deixe de modo nenhum de ir até lá.

A casa conservou paredes enormes com afrescos que nos deixam de queixo caído. Apesar do vermelho dos afrescos ter criado uma cor oficialmente chamada de “vermelho Pompeiano”, julgo que afrescos verdes, amarelos e pretos têm uma beleza incomparável.


A lavanderia a base de urina!

Na antiguidade as lavanderias funcionavam a base de urina humana! A amônia era usada como alvejante, e este tipo de trabalho era feito pelos escravos.

Um dos tanques da lavanderia, onde as pessoas pisavam na roupa, com água misturada com urina

Em grandes tanques a água era misturada com a urina, e a lavagem não era feita com as mãos (como fazemos com os tanques de hoje em dia), mas com os pés. Por isso os tanques eram parecidos com piscinas baixas. Depois do processo de alvejamento, as roupas eram tratadas com argila para dar maciez aos tecidos.


Os três teatros antigos

Em Pompeia existiam três antigos, a dizer o Teatro Grande, o Teatro Pequeno (ou Odéon) e o Anfiteatro, que é arquitetonicamente semelhante ao Coliseu de Roma.

O Teatro Grande e o Teatro Pequeno hospedavam espetáculos de música, teatro ou poesia. Eles podiam acomodar respectivamente e 4000 e 1300 pessoas. A área também abrigava a academia dos gladiadores.

Já o anfiteatro hospedava grandes jogos e competições atléticas.

Sabem uma coisa que me chama a atenção: esse contraste… olhem a cor desse céu, azul. Não tem filtro na foto, não!

Panificação no Vicolo Storto

Outra “viagem” que a gente faz dentro de Pompeia é ver as ruínas de uma antiga panificação. A coisa ainda mais interessante é, que, durante as escavações foram encontrados 80 pães carbonizados pela lava do vulcão. A maioria deles está no Museo di Boscoreale. Boscoreale foi uma das cidades destruídas pelo Vesúvio.


O Thermopolium, lojas e mercearias

Como todas as pessoas, os Pompeianos comiam, bebiam, íam à vendinha comprar frutas, verduras, peixe, carne, etc. Em Pompeia há um Thermpolium, que significa literalmente o que os italianos hoje em dia chamam de “tavola calda”, isto é, um lugar onde são servidas refeições quentes. Algo entre uma lanchonete e um restaurante.

Nesses buracos no balcão ficavam as bebidas ou as ânforas com azeite e vinho. Saibam que, em pleno século 21, ainda há bares e sorveterias na Itália que possuem balcões nesse modelo, com um furo onde ficavam armazenadas as comidas e bebidas.

Como podem perceber, tudo decorado com afrescos bem coloridos.


Placas e inscrições em latim

Encontramos as “placas da época”, isto é, as inscrições em latim eram feitas nas fachadas dos prédios, indicando o tipo de atividade, ou o nome do dono da casa.

Interessante imaginar que essas escrituras já sobrevivem há pelo menos 2000 anos.


O jardim dos fugitivos e outros moldes de gesso dos cadáveres de Pompeia

O jardim dos fugitivos conserva um escrínio de vidro onde há reproduções de gesso de um grupo de pessoas.

A história do jardim dos fugitivos é muito peculiar. Em 5 de fevereiro de 1863, enquanto eram feitas escavações, os funcionários correram para comunicar a Giuseppe Fiorelli, então diretor de Pompeia, que haviam encontrado um buraco no fundo do qual se avistavam algumas ossadas.

O diretor ordenou que não cavassem mais, e que fosse jogado uma pasta de gesso na cavidade. Depois que o gesso secou e foi retirado, tinha a forma dos corpos humanos. Essa nova técnica inventada por Fiorelli permitiu que todas as vezes que se encontrem vestígios humanos e animais, sejam criados moldes de gesso.

Duas das estátuas que sempre me impressionam é essa com uma pessoa que tenta proteger o seu nariz e boca contra os gases tóxicos do vulcão, e também o cachorro se se contorce todo antes de morrer. Que angústia!

Cachorro que se contorce antes de morrer!

Encontrar comida carbonizada, de quase 2000 anos

Nos vários escrínios da Palestra Grande, fiquei extremamente surpresa ao ver as comidas carbonizadas encontradas durante as escavações.

Há um pouquinho de tudo, e além da nossa curiosidade natural por ver uns restos de comida tão antigos, há um valor enorme para históricos e arqueólogos, porque nos diz exatamente o que os povos antigos comiam.

Não é surpresa para ninguém que o pão e a azeitona sejam alimentos antiquíssimos, junto com as tâmaras, figos e nozes. Curioso também ver uma panela de quase dois mil anos!

Mas se você ficou surpreso em ver esses achados, ficará boquiaberto se puder visitar o Museu Arqueológico de Nápoles. Lá há uma série de objetos de Pompeia, inclusive maravilhosos copos de vidros coloridos, que nos lembram muito os vidros de Murano.


 O fórum civil

O fórum civil é uma enorme praça principal localizada logo no início do sítio arqueológico e de onde praticamente começamos a nossa visita. O que, pessoalmente, sempre me impressiona é a maravilhosa vista de temos do Vesúvio, ali, presente.

O fórum era o coração da vida cotidiana da cidade. Ela é circundada por templos majestosos, do qual permanecem colunas e muitos ainda conservam parte da estrutura (paredes, mármores e mosaicos) em bom estado.

A praça é circundada de imponentes edifícios como o tempo de Apolo, o templo de Júpiter, o tempo del Genius Augusti e o Macellum (mercado da cidade, sobretudo venda de carne e peixe.


Uma série infinita de afrescos lindos e únicos

Uma das características principais de Pompeia são os seus afrescos, a Pintura Pompeiana. São lindos e muitos deles estão em um bom estado de conservação.

Nosso olhar é constantemente capturado por várias cores e estilos, porque a arte do afresco passou por fases: do I estilo (150 a.C. a 80 a.C.), que usa fundamentalmente estuques e relevos, como aqueles que encontramos nas Termas Stabianas, ao IV estilo (50 d.C. até a destruição), que usa a perspectiva para dar profundiade à cena, e elementos muitos elaborados, inspirando-se na mitologia grega.


Precisamos falar sobre os mosaicos de Pompeia

Não esqueci dos mosaicos. Há alguns interessantes, mais pelo valor histórico do que pela beleza (na minha opinião, claro). Porque aqueles mais lindos e fabulosos estão todos no Museu Arqueológico de Nápoles.


O que ver e como preparar a visita a Pompeia:

Na minha opinião veja tudo. Fiz um elenco de algumas coisas que chamaram a minha atenção, mas na verdade, toda a cidade é digna de estupor.

Sugestões para explorar Pompeia

Tenha sempre o mapa em mãos e, caso seu tempo e concentração não permita perlustrar tudo, no mapa há três sugestões, elaboradas pelo próprio sítio arqueológico, para explorar as ruínas:


Roteiro 1 para explorar Pompeia: as 24 atrações principais

No mapa existe uma descrição chamada Pompeia per tutti (Pompeia para todos) onde estão marcados os lotes e as atrações fundamentais, aquelas que não podemos de modo algum deixar de ver. Esse itinerário é para uma visita mais rápida. Não saberia calcular o tempo, mas, acredito que dê para fazer em 3 horas.


Roteiro 2 para explorar Pompeia: as atrações principais de cada lote

No mapa também há uma sugestão de roteiro do que deve ser visto absolutamente em cada lote. Como já citei anteriormente, eu escolhi a exploração por lotes e, em cada um deles, sabia que teria um “algo para não perder de vista”.


Roteiro 3 para explorar Pompeia: itinerários temáticos

Para concluir, no mapa também existe um itinerário por temas: Locandas e lojas na Via dell’Abbondanza, ou O Culto da Deusa Isis em Pompeia ou ainda: “História de outras vidas”, para quem quer explorar os cemitérios ou necrópoles de Pompeia.

Esse terceiro roteiro pode ser interessante para quem já conhece a cidade, já fez uma exploração mais genérica e completa, e agora quer aprofundar em um ou mais assunto.


Guia detalhado e grátis no site oficial

No site oficial de Pompeia há um guia para download, em formato PDF, redigido em italiano, inglês, francês, russo, espanhol e até chinês, mas, infelizmente não tem versão em português. O material é ótimo, mas acho que áudio-guia é bem melhor, até porque ele tem versão em português. De qualquer modo, para baixar o guia, clique na sessão Guias e Mapas, no endereço: http://www.pompeiisites.org/


Caso seu orçamento não permita dispor dos serviços de um guia profissional, alugue um áudio-guia porque há muitas explicações interessantíssimas, como, por exemplo, o funcionamento das lavanderias a base de urina!


Leia também:


Organize agora a sua viagem

Viaje tranquilo com um Seguro para Viagens na Europa

A Itália faz parte dos países europeus signatários do Tratado de Schengen que exigem um seguro para viagem com cobertura mínima de € 30.000. Contrate o seu com a Real Seguros, empresa parceira do blog. A cotação é totalmente gratuita e você pode comprar os produtos de várias seguradoras. Além de garantir o menor preço, o seu seguro pode ser parcelado em até 6 vezes sem juros no cartão de crédito. Descontos de 5% para pagamentos à vista com boleto bancário. Os seguros cobrem assistência médica e hospitalar, com possibilidade de atendimento no seu hotel, remarcação de voos, extravio de bagagens e até traslados em caso de falecimento no exterior. Não confie na sorte.

Procurando um hotel em Roma? Reserve agora com o Booking.com

 O Booking.com é a empresa selecionada como parceira para reservas de hotéis em Roma, em qualquer outra cidade da Itália e no resto do mundo. Só em Roma, o Booking.com oferece mais de 9.000 acomodações, das quais mais de 5.000 hotéis. As vantagens do Booking.com? O site está em português e você pode ver a cotação em reais. Pode reservar sem compromisso (inserindo o número do cartão de crédito) e só pagar ao fazer o check-in. O cancelamento da reserva é grátuito.



Booking.com

Similar Articles

15 thoughts on “Passeio de um dia em Pompeia e suas ruínas milenares

  1. Lu! Que texto espetacular.

    Fiquei impressionado com a riqueza dos detalhes e como tudo está tão conservado. Muito obrigado por contar essa história. Esse ano Pompeia não me escapa! =)

    1. Menino, aquilo é uma loucura de lindo e maravilhoso.
      Depois quero que vocês me contem o que acharam.
      Beijos,
      Lu

  2. Luciana!!! Adorei o post.
    Na minha última viagem à itália no mês passado cheguei a considerar a ir até a região de Napoles para visitar Pompeia, no final das contas acabei indo em direção à Milão. A Itália é um país fantástico… Um dia gostaria de viajar da Sicília até Suíça visitando todos os lugares sem pressa.
    Post esta super completo… impressionante o estado de conservação das coisas depois da erupção.

  3. Que guia maravilhoso e completo. Sonho em conhecer a Itália, e com certeza quando este dia chegar vou adorar conehcer Pompeia. Amo cidades da qual é possível conhecê-la a pé 🙂 Beijos

  4. Adorei! Quanta coisa linda e tanta história! Eu amo afrescos, fiquei encantada com todos eles…rs… Você acha aconselhável da um pulinho lá partindo de Roma em julho? Beijos!

    1. Olha, o único eventual problema é que Julho é quente pra caramba.
      Pode ser desconfortável caminhar tantas horas debaixo do sol. Tudo depende da sua resistência.
      Um abraço e obrigada por comentar,
      Luciana

  5. Infelizmente quando fui para a Itália não pude conhecer Pompéia. É um lugar que quero muito conhecer, principalmente pela história. Obrigada pelas dicas 🙂

    1. Oi, Mariana,
      A visita vale super a pena. Espero que você possa voltar à Itália e conhecer Pompeia.
      Abraços,
      Luciana

  6. Ótimo post, o mais completo que encontrei enquanto preparo meu roteiro para visitar Pompeia. Sou muito grata a vc por tantos detalhes.

Deixe uma resposta

Top
Close