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Perto do Coliseu: arcos antigos e o subterrâneo das casas romanas do Celio

Os arredores do Coliseu nos apresentam uma série de passeios absolutamente interessantes. Se o seu tempo permitir, explore um pouco mais os arredores, e se surpreenda com o que Roma tem de mais precioso a oferecer: tesouros escondidos no seu subsolo.

Quando falamos de escavações e de subterrâneos, estima-se que já a partir de três metros abaixo do nível atual da cidade, até 10 (talvez 12 metros) encontramos vestígios de antiguidade. Obviamente toda regra tem sua exceção, e na Piazza Venezia foram encontradas ruínas imediatamente embaixo da pavimentação viária.

Na parte externa que nos leva ao subsolo das casas romanas do Célio, há uma das arcadas mais famosas de Roma. Ela está no Clivo di Scauro, uma das poucas ruas de Roma (pelo menos dentro da cidade) que manteve o seu nome antigo até os dias de hoje.

Então, se é verdade que temos toda uma antiguidade visível, a dizer: Coliseu, Fórum Romano, Palatino, Termas de Caracala, aquele restinho mínimo que sobrou do Circo Máximo, também há um imenso (sem exageros!) mundo subterrâneo e silencioso dentro das estranhas da cidade.

Curiosidade: um dos acessos às casas romanas é por uma rua que se chama Clivo di Scauro. Essa é uma das raras ruas antigas que manteve o seu nome e, sobretudo, o traçado original. Em latim seu nome era Clivus Scauri.

Uma das visitas mais surpreendentes são as Casas Romanas do Celio (it.: le case romane del Celio). Para começar, quem é o Celio? O Celio é um bairro de Roma, e também é um dos septimontium, ou seja, um dos sete montes (na verdade colinas) sobre as quais se deu a fundação e a origem de Roma. Roma é Cidade Eterna, mas Roma é sobretudo (para os locais) la Città dei Sette Colli (A Cidade das Sete Colinas).

É no Celio, visitando a Basílica dedicada aos santos mártires João e Paulo, que se encontram antigas casas romanas, insula e domus, cujas construções vão do primeiro ao terceiro século depois de Cristo.


A Basílica dos mártires São João e São Paulo

São João e São Paulo nesse caso não são os apóstolos bíblicos, mas, sim, dois militares da corte imperial, que foram martirizados por terem se convertido ao cristianismo. Esta é a história de muitos santos do primeiro ao quarto século depois de Cristo. Considerem que somente no ano 313, quando Constantino assina o Edito de Milão, é que se encerram as perseguições aos cristãos.

Segundo a tradição cristã, nesse local foram enterrados esses dois cristãos. Outras fontes afirmam que o local também era a sua habitação, a qual era uma domus eclesiae, afinal os primeiros cristãos se reuniam (muitas vezes escondidos) dentro das casas dos membros da comunidade.

Como acontece em Roma, inúmeras igrejas dedicadas aos santos mártires nascem justamente no lugar de culto, que às vezes coincidia com o lugar da residência dessas pessoas que foram martirizadas, quase todas de modo muito cruel: queimados, decapitados, crucificados.

A primeira basílica foi construída no séc 5 d.C, passou por vários saques, sobreviveu a terremotos, e com o passar dos séculos sua forma original foi pouco a pouco transformada graças a várias restaurações.

De tudo o que eu poderia citar para vocês sobre a beleza dessa igreja com sua fachada paleocristã e pavimento cosmatesco, acredito que o que nos chama a atenção (e o que faz com que a igreja seja muito requisitada para casamentos) são os seus inúmeros e imensos lustres de cristais. É muito raro vê-los em igrejas romanas.

Porém, o maior tesouro arqueológico está no seu subsolo, nas chamadas casas romanas do celio.


O que são e o que ver nas casas romanas do Celio

São subterrâneos nos mostram restos de uma insula e de uma domus, dois tipos de construção que denotavam a classe social dos seus habitantes. Se, nem sempre os habitantes de uma insula pertenciam às camadas mais populares, com certeza, a domus era um tipo de casa para abastados.

Os prédios que inicialmente eram separados, depois passaram a fazer parte de um único complexo residencial, quando o proprietário da domus (rica) comprou a insula (popular).

Nessa nova domus, se origina o titulus: ambientes ou inteiras casas que ricos cristãos doavam à comunidade e que depois originarão as igrejas primitivas. Titulus era uma placa com o nome do dono da casa, por isso os primeiros tituli que viram igrejas possuem o nome do proprietário/doador do imóvel. Por acepção logo titulus vira sinônimo de congregação de cristãos, portanto, igreja.

Forem conservados muitos afrescos decorativos (se você já foi à Pompeia, sabe do que estou falando!). Se ainda não foi a Pompeia, esta é uma boa chance de ver in loco, a decoração das domus romanas.

Algumas igrejas de Roma ainda conservam o antigo titulus (nome do proprietário). Exemplos: Santa Cecilia in Trastevere, Santa Praxedes, Santa Sabina e São Clemente.

No total há 10 ambientes que percorremos no subterrâneo.

No afresco, a imagem do Orador, à direita.

Além dos vestígios arqueológicos que nos permitem conhecer as técnicas de construção dos antigos romanos (arcos, tijolos, etc.), também podemos observar belíssimos afrescos tanto pagãos quanto cristãos. Um deles retrata uma figura iconográfica do cristianismo primitivo: O Orador. Se trata de um homem com os braços abertos e levantados em oração.


Antiquarium: o museu com objetos das escavações

Para enriquecer ainda mais o percurso dos subterrâneos, existe um pequeno mas valioso museu, cujo acervo é formado primordialmente de tudo aquilo que se encontrou ao longo dos séculos de escavações e restaurações da igreja.

Um passeio muito interessante para quem está nos arredores do Coliseu ou da magnífica Basílica de São Clemente, a qual também possui uma ampla rede de subterrâneos para nos fazer descobrir mais da cidade eterna.


Case Romane del Celio

Site: https://www.caseromane.it/

Endereço: Clivo di Scauro

Dias e Horários: das 10 às 13 e das 16 às 19h. Todos os dias, exceto às terças e quartas-feiras.

Preço: 8 euros.


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