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Visitar as quatro sedes do Museo Nazionale Romano com apenas 7 euros

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Com um passe três dias e que custa 7 euros é possível visitar as quatro sedes do museu. O passe pode ser comprado na bilheteria de um dos quatro museus.

O Museu Nazionale Romano é um museu arqueológico de Roma que reúne coleções que retratam a história antiga de Roma. A grande maioria das peças vai de 500 a.C. a 300 d.C. Mesmo morando em Roma há mais de quinze anos, posso dizer que é sempre uma enorme surpresa parar para pensar em quanta coisa já aconteceu desde que o mundo é mundo, que a cidade de Roma testemunhou muitos fatos importantes e ainda continua de pé. E como a linha do tempo continua, todos nós, turistas ou residentes também estamos fazendo parte dessa história!

O Museu Nazionale Romano foi instituído em 1889 e inaugurado em 1890 exclusivamente para abrigar antiguidades. Em 1890 já existiam coleções de antiguidades romanas, mas conforme a cidade foi passando por transformações em tempos modernos (a partir da Unificação da Itália e bem radicalmente durante o ventênio fascista), houve uma necessidade cada vez maior de abrigar peças que íam sendo encontradas durante as escavações… e saibam que as escavações continuam até os dias atuais. Até para fazer um simples buraco para consertar a rede de esgoto, ou, por exemplo, obras para colocar os cabos de fibra ótica é necessária a supervisão de um arqueologista. Qualquer buraquinho aberto em Roma pode trazer à luz séculos de história.

Em 1990, cem anos após a inauguração, os museus nacionais romanos passaram por uma transformação radical e as obras foram divididas em quatro sedes: Palazzo Massimo alle Terme, Termas de Diocleciano, Crypta Balbi e Palazzo Altemps. As duas primeiras sedes estão a menos de 100 metros da Estação Termini. E as outras duas estão a mais ou menos 10-15 minutos a pé uma da outra, entre Piazza Venezia e Piazza Navona.

E a boa notícia é: com um único bilhete é possível visitar as quatro sedes do museu. Não consegui fazer tudo com um único bilhete, porque tive compromissos. Os museus abrem todos os dias, exceto às segunda-feiras, das 9 às 19:45 (a última entrada é às 19h, quando a bilheteria fecha.) e o preço é 7 euros. Há descontos para estudantes europeus de 18 até 25 anos e é gratuito até 17 anos.


Aqui um pequeno resumo das quatro sedes do Museu Nazionale Romano:

Palazzo Massimo alle Terme: é um prédio do séc. XVI, que reúne uma das mais importantes coleções de arte clássica do mundo. A antiguidade é testemunhada através de esculturas, afrescos de antigas vilas romanas, estátuas, mosaicos e moedas, e uma das peças mais famosas é Il Pugile (O Pugilista): uma escultura grega original encontrada em uma das escavações do séc. XIX. Nesse museu também encontra-se a múmia de Grottarossa, que é a múmia de uma menina romana de 8 anos, descoberta em escavações em 1964, na localidade de Grottarossa, ao norte de Roma. Estudos comprovaram que a múmia é da segunda metade do séc II d.C. E a coisa interessante é que junto da múmia foi encontrado um brinquedo em marfim: a boneca da menina. Endereço: Largo di Villa Peretti (praticamente ao lado da Estação Termini). Meios de Transporte: ônibus: C2, H, 36, 38, 40, 64, 86, 90, 92, 105, 170, 175, 217, 310, 360, 714, 910 – Metrô Linha A, parada: Termini

A estátua em bronze conhecida como Il Pugile (O Pugilista). Ela é uma antiga estátua grega!
Afrescos da casa de Livia, em Prima Porta (bairro hoje na parte norte de Roma). Livia era a quarta esposa do Imperador Augusto, que teve uma vida amorosa meio movimentada antes de conhecê-la.

Leia também:

Palazzo Massimo alle Terme: imperdível museu com antiguidades romanas


Crypta Balbi: essa sede é uma das poucas que permite percorrer a evolução da cidade de Roma, através da análise da transformação urbanística ocorrida na área de Roma que está localizada entre Largo Argentina, Piazza Venezia, Gueto Hebraico e Trastevere. No local existia um antigo teatro, um dos três teatros romanos existentes na Roma Antiga, construído pelo aristocrata Lucio Cornelio Balbo, em 13 a.C. Desde então o conjunto de prédios que existia no local teve vários usos: teatro, pórtico, igreja com convento, armazém, lojas de artesãos e até um lixão! No museu existe todo um percurso explicando essas transformações não só do conjunto de prédios, mas de toda a área urbana ao redor, exibindo também todos os achados das excavações feitas até os anos 80 do século passado. Também é possível visitar a área subterrânea do museu e ver como a cidade antiga era bem mais embaixo do que a cidade atual: nessa localidade a diferença era de aproximadamente 8 metros. Endereço: Via delle Botteghe Oscure 31 (bem pertinho da Piazza Venezia, Gueto Hebraico e do Campo de’ Fiori). Meios de Transporte: Ônibus: H, 30, 40, 46, 62, 63, 64, 70, 87, 119, 130, 186, 190, 271, 492, 571, 630, 780, 810, 916 – Bonde: 8

Leia também:

Museu Crypta Balbi: a cidade eterna revela os seus segredos


Termas de Diocleciano: As Termas de Diocleciano, cuja construção iniciou em 298 d.C., eram as maiores e mais suntuosas termas construídas na Roma Antiga. Foram abertas ao público em 306 e possuía originalmente 4 hectares. Hoje em dia o que vemos é apenas uma pequena parte. Imaginem que a Estação Termini foi construída em cima de parte de terreno que na antiguidade fazia parte do complexo arquitetônico das termas. Elas possuíam 2400 piscinas/banheiras e podiam acolher contemporaneamente até 3.000 pessoas. Apesar das invasões barbáricas, após o declínio e decadência do Império Romano, as termas permaneceram em uso até o ano 537, e como muitos prédios romanos antigos, com o passar dos séculos foi tendo seu uso transformado. Parte das termas foi utilizada até como estalas para cavalos! Em 1560 o tepidarium (parte com piscinas com água morna; em latim tiepidum, em italiano tiepido) foi transformado em uma basílica com convento cujo projeto foi de Michelangelo. Hoje o resultado é que além de parte das Termas de Diocleciano, e de dois museus _Epigráfico e Proto-Histórico_ todos podemos visitar a lindíssima Basílica de Santa Maria dos Anjos e dos Mártires (Santa Maria degli Angeli e dei Martiri). Endereço: Viale Enrico De Nicola, 79. Meios de Transporte: C2, H, 36, 38, 40, 64, 86, 90, 92, 105, 170, 175, 217, 310, 360, 714, 910 – Metrô Linha A, parada: Termini

La certosa de Michelangelo: o claustro foi projetado pelo próprio!

Leia também:

As termas de Diocleciano: o museu e o claustro de Michelangelo

As termas de Diocleciano e a Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri


Palazzo Altemps: Palazzo Altemps foi um dos cenários protagonistas do filme italiano vencedor do Oscar 2014 como melhor filme estrangeiro: A Grande Beleza. Tive a oportunidade de visitá-lo em um dia quentíssimo de Agosto de 2013, e meu queixo ficou caído, não só com o acervo deste museu que está a 1 minuto a pé da Piazza Navona, mas com a beleza do edifício também. O prédio já existia desde a Antiguidade, mas a estrutura arquitetônica que vemos hoje é do séc XVI. O nome atual deve-se ao cardeal Marco Sittico Altemps, que o comprou em 1580, e que por sua vez era sobrinho do Papa Pio IV. Em 1982 o Estado Italiano comprou o prédio, que já havia mudado várias vezes de propriedade. Muitas das estátuas romanas presentes do Palazzo Altemps, pertencia a colecionadores privados, famílias riquíssimas da nobreza e aristrocracia italiana: os Boncompagni Ludovisi, os Mattei e os Del Drago, além da própria família Altemps. Algumas estátuas foram restauradas já no séc XVI e XVII por escultores ilustres, como por exemplo, Gian Lorenzo Bernini. Endereço: Piazza di Santo Apollinaire 46 (está realmente a um pulo da Piazza Navona). Meios de Transporte: ônibus: C3 – 30 – 70 – 81 – 87 – 116 – 130 – 186 – 492 – 628

Leia também:

A grande e imponente beleza do Palazzo Altemps


Horário de abertura dos museus:

De terça a domingo, das 9 às 19:45.

Preço do ingresso: 7 euros e dá direito a visitar todos os quatro museus romanos em até 3 dias.

Site: http://archeoroma.beniculturali.it/node/481


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