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Ver os achados de Pompeia e Herculano no Museu Arqueológico de Nápoles


Se visitar Pompeia é uma experiência única e indescritível, imaginem poder ver, bem de pertinho, todos os achados. Desde os enormes afrescos e mosaicos retirados das casas, a pequenos utensílios domésticos como panelas, jarras, objetos decorativos.

Considero essa visita complementar e fundamental para quem quer, realmente, conhecer e entender o dia-a-dia de Pompeia, Herculano e das outras localidades também destruídas pela erupção do Vesúvio: Oplontis, Stabia e Boscoreale.

museu arqueológico de nápoles
Os corredores. Meu Deus! Eram tantos anos que eu via essas esculturas por fotos e poder ver de perto… Fiquei emocionada. São duas esculturas de bronze, do séc. 1 a.C. Sabe como é ver peças de antes de Cristo? Uma viagem!

Para esse tipo de passeio você não precisa ser um super amante de museus. Tudo é muito intuitivo e, como já disse, ver o acervo é um complemento da visita aos sítios arqueológicos.

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Minhas outras escolhas:


A importância do Museu Arqueológico Nacional de Nápoles

O museu está localizado em um palácio antigo, cuja primeira construção é de 1585. Segundo o site oficial, foi um dos primeiros museus europeus a serem hospedados dentro de um palácio monumental.

escultura grega antiga em nápoles

O MANN reúne vários acervos e coleções. Para quem está em busca do “mundo romano antigo” os percursos interessantes são a Coleção Farnese e aqueles dedicada a Pompeia e Herculano. Mas o museu tem muito mais, como, por exemplo, uma coleção egípcia.

 

Como havia citado acima, meu objetivo era concentrar somente (ou principalmente) em dar continuidade à visita feita em Pompeia. Então, apesar de ter visitado a importantíssima Coleção Farnese, logo após fui vislumbrar os achados da cidade destruída pelo Vesúvio, aproveitando também para ver objetos encontrados em Herculano e em todo o território tocado pela erupção.

Uma maquete que reconstrói quase tudo o que vemos em Pompeia. Digo quase tudo porque o estado das escavações evolui constantemente!

A visita foi tão, mas tão interessante, que voltarei em breve para ver tudo com mais calma…

afrescos de pompeia


Antes de ver os achados de Pompeia: as esculturas antigas e a Coleção Farnese

Alessandro Farnese (duque de Parma, cardeal e futuro Papa Paolo III) pertencente a uma das famílias mais ricas da aristocracia romana, reuniu uma das mais importantes coleções de obra de arte do séc 16.

Uma parte dessa coleção foi enriquecida com antigas esculturas greco-romanas encontradas nas escavações das Termas de Caracalla (séc 3 d.C.), em Roma.

No século 18, no aproximar-se ao “fim da dinastia Farnese”, essa coleção foi dispersada pela Itália e, em especial, muias esculturas foram levadas para Nápoles por Carlos Bourbon, duque de Parma e Piacenza, e também rei de Nápoles e das Duas Sicílias.

museu arqueológico de nápoles

Mas após ficar boquiaberta com a coleção Farnese, meu objetivo era chegar ao acervo dedicado a Pompeia.

Fui surpreendida pelo mais puro eros pompeiano… a sala secreta


A sala secreta: puro erotismo de Pompeia

Um dos ambientes e o que mais causa furor é a sala secreta ou “sala erótica” do Museu Arqueológico. Nela estão tudo do que está exposto se trata de arte erótica e bem explícita.

O nome de Sala Secreta foi aquele escolhido pelos monarcas Bourbon para designar as salas que acolhiam todo o material erótico encontrado em Pompeia.

Durante os séculos sempre houve uma enorme censura a mostrar essas salas ao público. Inclusive, quando Giuseppe Garibaldi chegou a Nápoles, arrombou as portas desse ambiente do museu (que era trancado a chave), dizendo que o público tinha direito de ver o erotismo de Pompeia.

Somente a partir de 1971 é que as salas foram definitivamente abertas ao público, mas, com avisos que menores de 14 anos devem estar acompanhados por um adulto. Muito provavelmente a gente não vai ver excursões de escolas e nem pais com menores de idade. Eu, pelo menos, não os vi.


O que vemos então nas tais salas secretas?

Se você visitou Pompeia, sabe que lá tem o lupanare (prostíbulo) e a Casa dei Vettii (onde existe uma figura de Príapo representado com seu falo gigante. Daí o termo priapismo!).

erotismo em pompeia
Afrescos assim, uma espécie de Kama Sutra Pompeiano, ilustravam as paredes dos cubículos da casa de prostituição em Pompeia

O pênis era visto com um sinal de fertilidade, então ele era representando iconicamente em várias localidades de Pompeia, em esculturas, pinturas, em objetos do dia a dia, em pequenos quadros de argila na porta de entrada das casas.

Não se trata somente de fertilidade humana, mas da natureza, afinal, vivia-se em uma sociedade agropecuária. Então a natureza tinha que ser fértil: as plantações abundante, os animais fortes e vigorosos.

Porta-incenso com pênis gigantes. Objeto do dia a dia nas casas de Pompeia.

Afrescos, mosaicos e objetos do cotidiano

Quando visitamos Pompeia temos a possibilidade de vermos muitos mosaicos e afrescos em inúmeros ambientes da cidade. Mas há muito mais, e alguns muitos mais bem conservados dentro do Museu Arqueológico de Nápoles.

O que particularmente me chamou muito a atenção e onde passei muito tempo admirando os escrínios do museu.

Ver pratos, copos, panelas, cofres para guardar jóias, camas e sofás e poder reconstruir o dia a dia de Pompeia foi, digamos assim, a maior surpresa.

Por isso aconselho muito conhecer o Museu Arqueológico de Nápoles após visitar Pompeia e Herculano. São passeios complementares e ajuda a ter uma visão completa de como era a vida dessas cidades antes da erupção do vulcão.

Olhem a prataria que pertenceu a alguma rica família de Pompeia! Imaginem que esses objetos restaurados possuem quase 2000 anos.

Também vale a pena deixar seus olhos serem capturados pela imponente beleza do palácio.


Informações práticas

Site: https://www.museoarcheologiconapoli.it/

O museu abre todos os dias, exceto às terças-feiras, das 9 às 17:30. Se a terça-feira for um feriado, ele abre na terça, mas fecha na quarta.

Fecha também no dia 25/12 e 01/01.

Endereço: Piazza Museo 19

Fica do ladinho da saída do metrô, estação MUSEO.


Comer uma pizza ali por perto

Quando saí do museu, meu objetivo era comer uma pizza em uma das famosas pizzarias napolitanas. Por não ter muito tempo e estar cansada, me adentrei pelas vielas nos arredores do museu. Fiquei observando onde os locais (e alguns turistas também) estavam comendo pizza. Vocês não acham que os moradores de Nápoles vão sempre atrás de pizzarias famosas tipo a Da Michele, né? Ademais, sendo Nápoles a “pátria das pizzas”, é bem fácil encontrar pizzas ótimas em lugares praticamente anônimos.

Encontrei a Pizzeria Totò e Peppino, sentei, comi uma pizza gostosa (na verdade era tão grande, mais do que parece na foto, que não dei conta de comer tudo). Entrada, pizza e bebida por 10 euros. O croquete de batatas estava tão gostoso, que mandei preparar mais 4 e trouxe uma “marmitinha” para o marido, que tinha ficado em Roma com as crianças.

Totò e Peppino – L’Oro di Napoli

Via dei Tribunali 383


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