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A periferia romana entre arquitetura moderna e aquedutos antigos

Das inúmeras surpresas e contradições de uma cidade tão antiga como esta, em qualquer lugar há ruínas antiquíssimas e de valor e história inestimáveis.

Se nos bairros centrais encontramos aquelas atrações turísticas que fazem de Roma o que ela é, e por aquilo que ela é conhecida, em bairros mais afastados (se considerarmos o critério do turismo de massa) há vilas, aquedutos, mosaicos. Só para dar uma ideia, quando construíram a primeira IKEA de Roma ou o Shopping Center Porta di Roma, em bairros que distam muito do centro histórico, foram encontradas ruínas romanas, que ficam à vista do público.

Por isso, não se exima de um passeio a áreas mais periféricas, porque elas podem reservas inúmeras surpresas, principalmente para quem procura o off-beaten tourism, ou aquilo que atualmente é apresentado com termos como live as locals (viver como os locais).

A arquitetura mais do que moderna de Richard Meier

O famosíssimo arquiteto americano Richard Meier deixou dois legados importantes para a cidade de Roma: um foi alvo de polêmicas e outro alvo de estupor.

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Se a construção da Ara Pacis foi um dos assuntos mais debatidos da década passada, a construção da Chiesa del Terzo Millenio popularmente conhecida como Chiesa di Tor Tre Teste, foi motivo de muitas interrogações. Por que construir uma obra da mais moderna arquitetura, assinada por um nome famoso como Richard Meier, em um bairro da periferia?

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Tudo é “clean” e minimal. Estão vendo aquelas gravuras na parede? São gravuras modernérrimas contando as passagens da Via Crucis. O interior é de concreto, vidro, mármore e madeira clara.

As razões são muitas, e podemos começar por uma simples: em um país declaradamente católico, todas as vezes que se cria um bairro novo, saiba que as igrejas são construídas praticamente antes das casas, escolas, supermercados, pontos de ônibus, etc. ficarem prontos! (leia um certo tipo de ironia nessa afirmação). E o novo lote do bairro di Tor Tre Teste não fugiu à regra.

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Portanto, havia a “necessidade” de salvar também as almas da periferia, e o Vaticano, à época do papado de João Paulo II lançou o projeto. Vários arquitetos apresentaram as suas propostas e a de Meier foi a que mais convenceu o Papa. A forma inusitada da igreja interpreta o “ide ao mundo e pregai o evangelho”. Meier interpreta as curvas do edifício como as velas das caravelas, daqueles que partem para anunciar o evangelho a outros povos.

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Meier disse ao Papa que as velas brancas os conduziriam a um novo mundo. A igreja que foi encomendada para o Jubileu de 2000, na verdade só ficou pronta em 2003, justamente por causa da sua forma um pouco complexa.

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Também acho interessante fazer uma busca da igreja em sites como Google. Hoje a parte exterior da igreja já escureceu um pouco. Meu marido a visitou recém-inaugurada e disse que a alvura era impressionante!

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Ver um aqueduto milenar: o Aqueduto Alessandrino

Talvez seja ainda mais surpreendente descobrir que a menos de 200 metros dessa obra da arquitetura moderna existe um aqueduto construído no séc. III d.C. e que permaneceu em uso até o séc. III d.C. Se trata do Aqua Alexandrina, ou Aqueduto Alessandrino.

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Essa enorme obra de arquitetura antiga possuía pouco mais de 22 quilômetros de extensão, e conduzia água desde uma localidade onde hoje em dia existe a cidadezinha de Monte Compatri até as Termas de Alessandro Severo, que ficava mais ou menos onde hoje temos o Pantheon e a Piazza Navona.

O aqueduto corta vários bairros periféricos de Roma e seguimos um pouco o seu percurso: a pé no parque próximo a igreja, e depois de carro, fomos até Centocelle.

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Com certeza uma visita bem diferente de quem espera ver aquela cidade das praças elegantes e dos edifícios como o Coliseu, mas em nada menos rica e interessante.

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Quando cheguei na Itália, em 1999, Centocelle também era conhecido por ser o bairro de periferia de origem dos “Centocelle Nightmare”, um grupo de italianos que ficou famoso com um grupo de striptease! No melhor estilo do filme The Full Monty, mas com jovens musculosos!

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Bairro de origem popular que nasceu graças a um antigo aeroporto, ali sempre morou a working class.

O fato é que com o grande crescimento da cidade, hoje em dia Centocelle, com seus sobradinhos coloridos e simpáticos, está cada vez mais longe daquela ideia de periferia feia e perigosa, muito pelo contrário! E, graças à chegada da linha C do metrô, Centocelle está mais central do que nunca.

Uma das principais estradas do bairro, que é um das ruas mais trafegadas de Roma, é cortada pelos enormes arcos do Aqueduto Alessandrino, passando do meio de velhas oficinas de desmontagem de automóveis.

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O “ecletismo” do passeio foi tão grande, que voltei para casa super entusiasmada por conhecer mais uma realidade diferente que a cidade tem a oferecer.

Os endereços para quem quiser ir a Tor Tre Teste e a Centocelle ver a igreja de Meier e o Aqueduto Alessandrino.

Chiesa del Terzo Millennio (Paróquia Dio Padre Misericordioso)

Piazza Largo del Terzo Millenio 8

Site: http://www.diopadremisericordioso.it/

Horário: 7:30 às 12:30 e das 16 às 19:30

Como chegar: pegar a linha C do metrô, descer na estação Mirti, dali pegar o ônibus 556 por 12 paradas (parada Tovaglieri-Ermoli). O ônibus vai te deixar praticamente na calçada da igreja.

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Existe uma parte “baixinha” (porque enterrada) do Aqueduto no parque Acquedotto Alessandrino, que fica a poucos metros da igreja. Senão, a alternativa é ir seguindo o aqueduto pela Via Mieli, até chegar ao cruzamento com a Via Palmiro Togliati.

Dali, para voltar ao centro de Roma peguê o Metro na estação Mirti.

Espero que gostem do passeio!

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9 thoughts on “A periferia romana entre arquitetura moderna e aquedutos antigos

  1. A arquitetura da Itália sempre surpreende a todos, né? Fiquei encantado com a arquitetura da igreja, ficou linda demais. Amei o Aqueduto Alessandrino também.

  2. Muito interessante! Não tinha a menor ideia desta parte de Roma… ficamos sempre muito presos ao óbvio e mais turístico né?
    Sabe que ainda não tive o prazer de visitá-la, estou sempre adiando a Itália…

  3. Amei o interior da Chiesa del Terzo Millenio. Adoro interiores clean. Lembrou muito a arquitetura de um dos hotéis que me hospedei no Douro (o que você gostou).
    Dica salva para desvendar essa região menos conhecida de Roma.
    Beijos =)

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